Três dias depois do resgate, apenas um dos mineiros continua hospitalizado no Chile. Neste sábado, eles disseram que sabiam os riscos que corriam. A reportagem é dos enviados especiais Carlos de Lannoy e Emiliano Fábris.
José Henriquez, de 55 anos, voltou com a família à mina San José, onde ficou durante 69 dias. Foi buscar objetos pessoais que estavam no acampamento. Cristão devoto, durante a permanência embaixo da terra, ele agiu como conselheiro espiritual do grupo e conduziu as orações.
Ele afirmou que pretende voltar ao trabalho. "Meu pai trabalhou nas minas por mais de 40 anos. É algo que está no nosso sangue", disse ele.
Três dias depois do resgate, 7 dos 33 homens deram, neste sábado, a primeira entrevista coletiva. Eles pediram paciência aos meios de comunicação e confirmaram que contarão sua história num livro.
Juan Illanes foi o porta-voz do grupo. Disse que todos estavam cientes dos riscos que corriam e aceitaram o trabalho por causa dos bons salários que recebiam.
Aos poucos, os mineiros começam a retomar as vidas. Mario Gomez e a mulher, Lilian, passearam pela vizinhança e reencontraram amigos. Ariel Ticona também.
Apenas um dos 33 mineiros ainda não recebeu alta, porque se recupera de uma cirurgia nos dentes.
No Equador, quatro mineiros ficaram presos numa mina, a 150 metros de profundidade. Três deles foram encontrados mortos neste sábado à tarde.
As famílias dos trabalhadores foram até a mina de ouro na cidade de Portovelo, perto do Peru, para acompanhar as escavações. As equipes ainda continuam procurando o mineiro que está desaparecido.
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