segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Porta-voz dos 33 resgatados no Chile diz que eles estavam cientes dos riscos que corriam

Três dias depois do resgate, apenas um dos mineiros continua hospitalizado no Chile. Neste sábado, eles disseram que sabiam os riscos que corriam. A reportagem é dos enviados especiais Carlos de Lannoy e Emiliano Fábris.

José Henriquez, de 55 anos, voltou com a família à mina San José, onde ficou durante 69 dias. Foi buscar objetos pessoais que estavam no acampamento. Cristão devoto, durante a permanência embaixo da terra, ele agiu como conselheiro espiritual do grupo e conduziu as orações.

Ele afirmou que pretende voltar ao trabalho. "Meu pai trabalhou nas minas por mais de 40 anos. É algo que está no nosso sangue", disse ele.

Três dias depois do resgate, 7 dos 33 homens deram, neste sábado, a primeira entrevista coletiva. Eles pediram paciência aos meios de comunicação e confirmaram que contarão sua história num livro.

Juan Illanes foi o porta-voz do grupo. Disse que todos estavam cientes dos riscos que corriam e aceitaram o trabalho por causa dos bons salários que recebiam.

Aos poucos, os mineiros começam a retomar as vidas. Mario Gomez e a mulher, Lilian, passearam pela vizinhança e reencontraram amigos. Ariel Ticona também.

Apenas um dos 33 mineiros ainda não recebeu alta, porque se recupera de uma cirurgia nos dentes.

No Equador, quatro mineiros ficaram presos numa mina, a 150 metros de profundidade. Três deles foram encontrados mortos neste sábado à tarde.

As famílias dos trabalhadores foram até a mina de ouro na cidade de Portovelo, perto do Peru, para acompanhar as escavações. As equipes ainda continuam procurando o mineiro que está desaparecido.

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